Desde os nove meses, as gêmeas Daniela e Renata (*1974) começaram a trabalhar como modelo em propaganda da Johnson & Johnson, através de uma agência. Aos seis anos, a convite do empresário Paulo Idelfonso, fizeram teste para um novo grupo infantil. Aprovadas, as irmãs integraram, ao lado de Juliana, o Grupo Algodão Doce e, graças ao hit “Hino à Vaca”, ganharam o primeiro disco de ouro.
Com o segundo LP, o grupo se consagrou e, já no terceiro disco, percorria os programas Xou da Xuxa (Rede Globo), Viva a Noite (SBT), Clube do Bolinha e Perdidos na Noite (ambos Bandeirantes). Pouco tempo depois, as meninas assinam um contrato de exclusividade com a TVS, hoje SBT, para participarem do programa Domingo no Parque, ficando por lá durante quatro anos.
Em 1984, Juliana (*1975) decidiu sair do grupo e deu lugar para Valéria, que permaneceu por quase 10 anos, saindo em 1993. No mesmo ano, as irmãs Daniela e Renata gravaram mais um LP, intitulado Algodão Doce e as Estrelas, que tinha participações de amigos das jovens cantoras.
Junto com a mãe Marly Nogueira (falecida em 2009), as irmãs decidiram abrir uma agência de modelos chamada Algodão Doce Kids, que se dedica a buscar novos talentos mirins. Atualmente Renata é casada e tem uma filha Isadora (*1998). A irmã dela, Daniela, está noiva. Juliana é casada e tem dois filhos: Caio e Gustavo. Valéria é casada e tem um casal de filhos Kauanne e Kauê.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
ALGODÃO DOCE - 1987
01. SER CRIANÇA
02. JAMBALAYA
03. MAMÃE ENTENDA
04. FAZ DE CONTA
05. ALGODÃO DOCE
06. O GAGUINHO FOI À FEIRA
07. ABC
08. É DISSO QUE EU GOSTO
09. EM BUSCA DO AMANHÃ
10. LÍNGUA DO P
11. CRIANÇA UNIDA
12. BICHO PAPÃO
ALGODÃO DOCE - 1988
1- MEU AMIGO RAMBO
2- LAMBADA DOS BICHOS
3- VARINHA DE CONDÃO
4- MEU PAPAI, MINHA MÃE
5- QUEM PODE PODE
6- A DANÇA DA GALINHA AZUL
7- BONECAS
8- FRUTANIMAIS
9- AMOR ADOLESCENTE
10- BRINCADEIRA DO KUTUCA
A ARCA DE NOÉ
Primeiro foi o livro com trinta e dois poemas, quase todos falando de bichos, publicado em 1970. Apareceram algumas canções que o próprio poetinha ia musicando, como A Casa ou O Pato que eu mesmo recordo saber cantar bem antes de ver, na televisão, o especial A Arca de Noé -- programa em horário nobre (Sexta Super) da TV Globo, para o Dia das Crianças, no ano de 1980.
Segundo encontro no acervo do Instituto Cultural Itaú - Uma Discografia Brasileira, ambas as canções fizeram parte de um disco lançado em 1972: Vinícius canta «Nossa Filha Gabriela».
Grande parte do poemas, no entanto, só receberia melodia quando Toquinho e amigos investiram em uma homenagem a Vinícius de Moraes. A primeira Arca foi recebida com entusiasmo pela crítica, destacando-se como uma produção que soube respeitar seu ouvinte, qualquer idade ele tenha...
Solene é abertura deste disco, fazendo a gente imaginar a procissão de animais que, sob as barbas de Noé, saem para povoar a terra depois de 40 dias e 40 noites que viveram debaixo da Chuvarada, amontoados, encolhidos e amassados dentro da arca... Chico Buarque é quem lê os primeiros versos até que tudo mais vai virando canção.
Vinícius de Moraes dá preferência aos pequenos e estranhos animais, como a pulga sempre pulando na perna do "freguês", as abelhas no zune-que-zune, a coruja encolhidinha, a foca desengonçada subindo e descendo escada, o gato mudando de opinião. Mas no meio da bicharada, a porta que vive aberta no céu, uma casa e um relógio. Até aula de piano tem. Onde o poeta buscou inspiração para colocar uma aula de piano nessa arca?
Ele era um homem de muitas leituras e escutas. Provavelmente conhecia a obra do músico francês Camille Saint-Säens, autor de O Carvanal do Animais. Pois bem que nesse desfile, além de cangurus, galos e galinhas, leão, burro, musaranho, cisne, até aquário e fósseis, aparecem os pianistas... e, como o colega francês, o poeta brasileiro tratou de incluir uma aula de piano na roda de tantos bicos, bocas, bigodes, pêlos e penas. Acredita? Outra curiosidade: Vinícius de Moraes, anos antes de escrever A Arca de Noé, ter traduzido o livro Orações na Arca, da religiosa francesa Carmen Bernos de Gastold.
Com ritmo simples e gracioso, o poetinha faz os versos de sua Arca com um humor muito agradável. Sua verdadeira inspiração parece ser a tradição popular, reaproveitando o motivo bíblico da reunião dos animais e a pressa que todos têm por encontrar um lugar no mundo. Também, no fraseado do texto, muitas expressões usadas cotidianamente se fazem presentes, carregadas de espontaneidade e proximidade afetiva com seu público.
E as marcas do tecido poético prolongam-se nas melodias compostas por Toquinho, Paulo Soledade, Tom Jobim, entre outros. Em ambos os álbuns A Arca de Noé, boa parte dos arranjos foram realizados por Rogério Duprat, diversificando sonoridades e andamentos. Ao todo, 25 canções na voz dos melhores intérpretes da MPB.
Da primeira Arca (1980), vale destacar a feinha Corujinha cantada por Elis Regina, os contornos do salto do Gato feitos por Marina, a animação de Alceu Valença como adestrador de Foca, além do grupo Boca Livre construindo a casa da rua dos bobos e o pato pateta do quarteto vocal MPB-4.
Na segunda embarcação sonora (1981), Fagner compõe a melodia e interpreta o Leão, ferozmente, enquanto Jane Duboc ilumina o Girassol com voz de mel e anil. Elba Ramalho traz o sotaque do forró para a roda do Peru e Ney Matogrosso faz intriga sobre a Galinha D'Angola... contraste com sua própria participação, no álbum anteiror, suavemente abrindo caminho para São Francisco (nas duas faixas, impecável). E Clara Nunes emprestando majestade à marcha-rancho da Formiga.
Por fim, é interessante lembrar que os poemas de Vinícius de Moraes e as canções guardam algumas diferenças, seja na organização do texto, seja na troca ou repetição de certos fragmentos. Nada mais natural, pois a canção alia ao verso o sentido da melodia, movimentando novas idéias, fazendo-nos descobrir detalhes que podem passar despercebidos à primeira leitura... Laura Sandroni e Maria José Nóbrega ainda pontuam, no parecer sobre A Arca de Noé para a Fundação Nacional do Livro, que, a partir da 12.ª edição (Companhia das Letrinhas, 1997), a obra vem acrescida das letras das canções dos discos, mais três poemas inéditos de Vinícius de Moraes. É conferir!
Segundo encontro no acervo do Instituto Cultural Itaú - Uma Discografia Brasileira, ambas as canções fizeram parte de um disco lançado em 1972: Vinícius canta «Nossa Filha Gabriela».
Grande parte do poemas, no entanto, só receberia melodia quando Toquinho e amigos investiram em uma homenagem a Vinícius de Moraes. A primeira Arca foi recebida com entusiasmo pela crítica, destacando-se como uma produção que soube respeitar seu ouvinte, qualquer idade ele tenha...
Solene é abertura deste disco, fazendo a gente imaginar a procissão de animais que, sob as barbas de Noé, saem para povoar a terra depois de 40 dias e 40 noites que viveram debaixo da Chuvarada, amontoados, encolhidos e amassados dentro da arca... Chico Buarque é quem lê os primeiros versos até que tudo mais vai virando canção.
Vinícius de Moraes dá preferência aos pequenos e estranhos animais, como a pulga sempre pulando na perna do "freguês", as abelhas no zune-que-zune, a coruja encolhidinha, a foca desengonçada subindo e descendo escada, o gato mudando de opinião. Mas no meio da bicharada, a porta que vive aberta no céu, uma casa e um relógio. Até aula de piano tem. Onde o poeta buscou inspiração para colocar uma aula de piano nessa arca?
Ele era um homem de muitas leituras e escutas. Provavelmente conhecia a obra do músico francês Camille Saint-Säens, autor de O Carvanal do Animais. Pois bem que nesse desfile, além de cangurus, galos e galinhas, leão, burro, musaranho, cisne, até aquário e fósseis, aparecem os pianistas... e, como o colega francês, o poeta brasileiro tratou de incluir uma aula de piano na roda de tantos bicos, bocas, bigodes, pêlos e penas. Acredita? Outra curiosidade: Vinícius de Moraes, anos antes de escrever A Arca de Noé, ter traduzido o livro Orações na Arca, da religiosa francesa Carmen Bernos de Gastold.
Com ritmo simples e gracioso, o poetinha faz os versos de sua Arca com um humor muito agradável. Sua verdadeira inspiração parece ser a tradição popular, reaproveitando o motivo bíblico da reunião dos animais e a pressa que todos têm por encontrar um lugar no mundo. Também, no fraseado do texto, muitas expressões usadas cotidianamente se fazem presentes, carregadas de espontaneidade e proximidade afetiva com seu público.
E as marcas do tecido poético prolongam-se nas melodias compostas por Toquinho, Paulo Soledade, Tom Jobim, entre outros. Em ambos os álbuns A Arca de Noé, boa parte dos arranjos foram realizados por Rogério Duprat, diversificando sonoridades e andamentos. Ao todo, 25 canções na voz dos melhores intérpretes da MPB.
Da primeira Arca (1980), vale destacar a feinha Corujinha cantada por Elis Regina, os contornos do salto do Gato feitos por Marina, a animação de Alceu Valença como adestrador de Foca, além do grupo Boca Livre construindo a casa da rua dos bobos e o pato pateta do quarteto vocal MPB-4.
Na segunda embarcação sonora (1981), Fagner compõe a melodia e interpreta o Leão, ferozmente, enquanto Jane Duboc ilumina o Girassol com voz de mel e anil. Elba Ramalho traz o sotaque do forró para a roda do Peru e Ney Matogrosso faz intriga sobre a Galinha D'Angola... contraste com sua própria participação, no álbum anteiror, suavemente abrindo caminho para São Francisco (nas duas faixas, impecável). E Clara Nunes emprestando majestade à marcha-rancho da Formiga.
Por fim, é interessante lembrar que os poemas de Vinícius de Moraes e as canções guardam algumas diferenças, seja na organização do texto, seja na troca ou repetição de certos fragmentos. Nada mais natural, pois a canção alia ao verso o sentido da melodia, movimentando novas idéias, fazendo-nos descobrir detalhes que podem passar despercebidos à primeira leitura... Laura Sandroni e Maria José Nóbrega ainda pontuam, no parecer sobre A Arca de Noé para a Fundação Nacional do Livro, que, a partir da 12.ª edição (Companhia das Letrinhas, 1997), a obra vem acrescida das letras das canções dos discos, mais três poemas inéditos de Vinícius de Moraes. É conferir!
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A ARCA DE NOÉ - 1980
01 - A ARCA DE NOÉ (Chico Buarque e Milton Nascimento)
02 - O PATO (MPB - 4)
03 - A CORUJINHA (Elis Regina)
04 - A FOCA (Alceu Valença)
05 - AS ABELHAS (Moraes Moreira)
06 - A PULGA (Bebel Gilberto)
07 - AULA DE PIANO (Frenéticas)
08 - A PORTA (Fábio Jr.)
09 - A CASA (Boca Livre)
10 - SÃO FRANCISCO (Ney Matogrosso)
11 - O GATO (Marina Lima)
12 - O RELÓGIO (Walter Franco)
13 - MENININHA (Toquinho)
14 - FINAL (Orquestra)
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A ARCA DE NOÉ 2 - 1981
01. ABERTURA (Dionísio de Azevedo)
02. O LEÃO (Fagner)
03. O PINGÜIM (Toquinho)
04. O PINTINHO (As Frenéticas)
05. A CACHORRINHA (Elas e Tom Jobim)
06. O GIRASSOL (Jane Duboc)
07. O AR, O VENTO (Boca Livre)
08. O PERU (Elba Ramalho)
09. O PORQUINHO (Grande Otelo)
10. A GALINHA D'Angola (Ney Matogrosso)
11. A FORMIGA (Clara Nunes)
12. Os BICHINHOS E O HOMEM (Céu da Boca)
13. O FILHO QUE EU QUERO TER (Paulinho da Viola)
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