SEJA BEM-VINDO AO SUPERFANTÁSTICO - INFÂNCIA DE OURO!

Mais que uma viagem no tempo, este blog é um resgate dos melhores momentos da nossa inância, seja ela dos anos 70, 80, 90, 00... Aqui encontraremos os melhores sucessos de nossas festas, os discos de vinil já remasterizados, além de algumas raridades que só serão encontradas aqui. Aproveito para agradecer aos blogs Musicas Infatis 80, Infância 80, Cantos & Encantos, e Letras do Trem que me serviram de inspiração e algumas fontes. Ao passar por esse blog, não deixe de registrar seu pedido!

sexta-feira, 28 de maio de 2010

ALGODÃO DOCE

Desde os nove meses, as gêmeas Daniela e Renata (*1974) começaram a trabalhar como modelo em propaganda da Johnson & Johnson, através de uma agência. Aos seis anos, a convite do empresário Paulo Idelfonso, fizeram teste para um novo grupo infantil. Aprovadas, as irmãs integraram, ao lado de Juliana, o Grupo Algodão Doce e, graças ao hit “Hino à Vaca”, ganharam o primeiro disco de ouro.



Com o segundo LP, o grupo se consagrou e, já no terceiro disco, percorria os programas Xou da Xuxa (Rede Globo), Viva a Noite (SBT), Clube do Bolinha e Perdidos na Noite (ambos Bandeirantes). Pouco tempo depois, as meninas assinam um contrato de exclusividade com a TVS, hoje SBT, para participarem do programa Domingo no Parque, ficando por lá durante quatro anos.


Em 1984, Juliana (*1975) decidiu sair do grupo e deu lugar para Valéria, que permaneceu por quase 10 anos, saindo em 1993. No mesmo ano, as irmãs Daniela e Renata gravaram mais um LP, intitulado Algodão Doce e as Estrelas, que tinha participações de amigos das jovens cantoras.


Junto com a mãe Marly Nogueira (falecida em 2009), as irmãs decidiram abrir uma agência de modelos chamada Algodão Doce Kids, que se dedica a buscar novos talentos mirins. Atualmente Renata é casada e tem uma filha Isadora (*1998). A irmã dela, Daniela, está noiva. Juliana é casada e tem dois filhos: Caio e Gustavo. Valéria é casada e tem um casal de filhos Kauanne e Kauê.

 

ALGODÃO DOCE - 1987



01. SER CRIANÇA
02. JAMBALAYA
03. MAMÃE ENTENDA
04. FAZ DE CONTA
05. ALGODÃO DOCE
06. O GAGUINHO FOI À FEIRA
07. ABC
08. É DISSO QUE EU GOSTO
09. EM BUSCA DO AMANHÃ
10. LÍNGUA DO P
11. CRIANÇA UNIDA
12. BICHO PAPÃO

ALGODÃO DOCE - 1988



1- MEU AMIGO RAMBO
2- LAMBADA DOS BICHOS
3- VARINHA DE CONDÃO
4- MEU PAPAI, MINHA MÃE
5- QUEM PODE PODE
6- A DANÇA DA GALINHA AZUL
7- BONECAS
8- FRUTANIMAIS
9- AMOR ADOLESCENTE
10- BRINCADEIRA DO KUTUCA

A ARCA DE NOÉ

Primeiro foi o livro com trinta e dois poemas, quase todos falando de bichos, publicado em 1970. Apareceram algumas canções que o próprio poetinha ia musicando, como A Casa ou O Pato que eu mesmo recordo saber cantar bem antes de ver, na televisão, o especial A Arca de Noé -- programa em horário nobre (Sexta Super) da TV Globo, para o Dia das Crianças, no ano de 1980.



Segundo encontro no acervo do Instituto Cultural Itaú - Uma Discografia Brasileira, ambas as canções fizeram parte de um disco lançado em 1972: Vinícius canta «Nossa Filha Gabriela».


Grande parte do poemas, no entanto, só receberia melodia quando Toquinho e amigos investiram em uma homenagem a Vinícius de Moraes. A primeira Arca foi recebida com entusiasmo pela crítica, destacando-se como uma produção que soube respeitar seu ouvinte, qualquer idade ele tenha...


Solene é abertura deste disco, fazendo a gente imaginar a procissão de animais que, sob as barbas de Noé, saem para povoar a terra depois de 40 dias e 40 noites que viveram debaixo da Chuvarada, amontoados, encolhidos e amassados dentro da arca... Chico Buarque é quem lê os primeiros versos até que tudo mais vai virando canção.


Vinícius de Moraes dá preferência aos pequenos e estranhos animais, como a pulga sempre pulando na perna do "freguês", as abelhas no zune-que-zune, a coruja encolhidinha, a foca desengonçada subindo e descendo escada, o gato mudando de opinião. Mas no meio da bicharada, a porta que vive aberta no céu, uma casa e um relógio. Até aula de piano tem. Onde o poeta buscou inspiração para colocar uma aula de piano nessa arca?


Ele era um homem de muitas leituras e escutas. Provavelmente conhecia a obra do músico francês Camille Saint-Säens, autor de O Carvanal do Animais. Pois bem que nesse desfile, além de cangurus, galos e galinhas, leão, burro, musaranho, cisne, até aquário e fósseis, aparecem os pianistas... e, como o colega francês, o poeta brasileiro tratou de incluir uma aula de piano na roda de tantos bicos, bocas, bigodes, pêlos e penas. Acredita? Outra curiosidade: Vinícius de Moraes, anos antes de escrever A Arca de Noé, ter traduzido o livro Orações na Arca, da religiosa francesa Carmen Bernos de Gastold.


Com ritmo simples e gracioso, o poetinha faz os versos de sua Arca com um humor muito agradável. Sua verdadeira inspiração parece ser a tradição popular, reaproveitando o motivo bíblico da reunião dos animais e a pressa que todos têm por encontrar um lugar no mundo. Também, no fraseado do texto, muitas expressões usadas cotidianamente se fazem presentes, carregadas de espontaneidade e proximidade afetiva com seu público.


E as marcas do tecido poético prolongam-se nas melodias compostas por Toquinho, Paulo Soledade, Tom Jobim, entre outros. Em ambos os álbuns A Arca de Noé, boa parte dos arranjos foram realizados por Rogério Duprat, diversificando sonoridades e andamentos. Ao todo, 25 canções na voz dos melhores intérpretes da MPB.


Da primeira Arca (1980), vale destacar a feinha Corujinha cantada por Elis Regina, os contornos do salto do Gato feitos por Marina, a animação de Alceu Valença como adestrador de Foca, além do grupo Boca Livre construindo a casa da rua dos bobos e o pato pateta do quarteto vocal MPB-4.


Na segunda embarcação sonora (1981), Fagner compõe a melodia e interpreta o Leão, ferozmente, enquanto Jane Duboc ilumina o Girassol com voz de mel e anil. Elba Ramalho traz o sotaque do forró para a roda do Peru e Ney Matogrosso faz intriga sobre a Galinha D'Angola... contraste com sua própria participação, no álbum anteiror, suavemente abrindo caminho para São Francisco (nas duas faixas, impecável). E Clara Nunes emprestando majestade à marcha-rancho da Formiga.


Por fim, é interessante lembrar que os poemas de Vinícius de Moraes e as canções guardam algumas diferenças, seja na organização do texto, seja na troca ou repetição de certos fragmentos. Nada mais natural, pois a canção alia ao verso o sentido da melodia, movimentando novas idéias, fazendo-nos descobrir detalhes que podem passar despercebidos à primeira leitura... Laura Sandroni e Maria José Nóbrega ainda pontuam, no parecer sobre A Arca de Noé para a Fundação Nacional do Livro, que, a partir da 12.ª edição (Companhia das Letrinhas, 1997), a obra vem acrescida das letras das canções dos discos, mais três poemas inéditos de Vinícius de Moraes. É conferir!

A ARCA DE NOÉ - 1980



01 - A ARCA DE NOÉ (Chico Buarque e Milton Nascimento)
02 - O PATO (MPB - 4)
03 - A CORUJINHA (Elis Regina)
04 - A FOCA (Alceu Valença)
05 - AS ABELHAS (Moraes Moreira)
06 - A PULGA (Bebel Gilberto)
07 - AULA DE PIANO (Frenéticas)
08 - A PORTA (Fábio Jr.)
09 - A CASA (Boca Livre)
10 - SÃO FRANCISCO (Ney Matogrosso)
11 - O GATO (Marina Lima)
12 - O RELÓGIO (Walter Franco)
13 - MENININHA (Toquinho)
14 - FINAL (Orquestra)

A ARCA DE NOÉ 2 - 1981



01. ABERTURA (Dionísio de Azevedo)
02. O LEÃO (Fagner)
03. O PINGÜIM (Toquinho)
04. O PINTINHO (As Frenéticas)
05. A CACHORRINHA (Elas e Tom Jobim)
06. O GIRASSOL (Jane Duboc)
07. O AR, O VENTO (Boca Livre)
08. O PERU (Elba Ramalho)
09. O PORQUINHO (Grande Otelo)
10. A GALINHA D'Angola (Ney Matogrosso)
11. A FORMIGA (Clara Nunes)
12. Os BICHINHOS E O HOMEM (Céu da Boca)
13. O FILHO QUE EU QUERO TER (Paulinho da Viola)